sexta-feira, 27 de julho de 2012

Luiz Carlos Suíca 13.031: Esse é da gente. Um companheiro de diversas lutas


Luís Carlos Suíca (13031), 45 anos, menino pobre, ficou órfão da mãe, uma vendedora de acarajé, aos 12 anos de idade, sendo adotado por uma família, e criado pelos irmãos mais velhos; já que o pai, ele só veio conhecer mais tarde.

“Fui alfabetizado na Escola Municipal Murilo Celestino, em São Gonçalo do Retiro. Meu irmão mais velho, que com seu trabalho no antigo Palace Hotel, na Rua Chile, sustentava a casa e nem sempre tinha dinheiro para o meu transporte. Tinha que ir andando do Pernambués até o Retiro. Não foi fácil... Depois fui para o Colégio Estadual Hildete Bahia, Rua Araguaia, no Pernambués, terminar meus estudos. Com certeza foi muita luta. Passei no vestibular da UCSal já adulto. Entrei com a idade que muitos da chamada elite ou já se formaram ou estão iniciando o mestrado. Com este perfil não poderia deixar de estar ao lado dos estudantes, funcionários e professores que lutam por uma escola pública, gratuita e de qualidade”, acrescenta Luiz Carlos Suíca.

Ingressou na antiga Empresa Municipal de Limpeza Urbana (Limpurb) sem nunca perder o foco na educação. Formou-se em História pela UCSal, chegou a cursar Gestão Ambiental, e por conta dos compromissos políticos e sindicais, trancou o curso de Direito.

Em 1992, aos 22 anos de idade, ingressou no Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA). Foi Coordenador Geral do sindicato por três anos. Há seis coordena o Departamento Jurídico do Sindilimp-BA que considera uma grande escola da vida, onde aprendeu a fazer política e como costuma dizer "onde me formei como homem".

Filiado ao Partido dos Trabalhadores há mais de vinte anos, diz que a representatividade do Sindilimp-BA é algo de extrema importância para o meio sindical da Bahia, "porque sai da luta do ponto de vista da limpeza urbana da cidade do Salvador e vou representar o sindicalismo, as lutas comunitárias, o combate ao racismo, à homofobia e os que lutam por uma Salvador para todos".

Quem é Luiz Carlos Suíca? Apresentamos aqui um pouco da vida, as ideias e ideais de Luiz Carlos Suíca 13.031:

"Lutei e luto para mostrar que nós podemos ir em frente contra todos os obstáculos".

Luís Carlos Suíca (13031) está ao lado daqueles que acreditam ser possível e necessário construir um Brasil igualitário e o PT é um instrumento fundamental para isto, assim como entidades de massa como os sindicatos dos trabalhadores, associações da sociedade civil, UNE, CUT, Movimento dos Sem-Terra, Central de Movimentos Populares, movimentos de combate à violência contra a mulher, de combate à homofobia etc.

“Sempre digo ser uma omissão dizer ‘não gosto de política’. Participo, sim, sempre dentro da perspectiva popular. Quem não participa e não gosta de política deixa os que gostam comandá-la contra o povo. Sou candidato a vereador de Salvador porque encaro que posso e vou contribuir para que a Câmara de Salvador deixe de ser omissa e atenda os interesses do nosso povo. Sem falsa modéstia, sinto-me preparado e testado para fazer o melhor”, afirma Luiz Carlos Suíca.

A Bahia tem uma tradição de os cargos passarem de pai para filho e parentes. Luiz Carlos Suíca combate essa coisa nefasta. Para o candidato da gente a vereador, “é preciso que a população acredite em si. Acredite em seus iguais e não nos sobrenomes que nos dominam desde as Capitanias Hereditárias. Exemplo de que vale a pena confiarmos em gente igual à gente foi a eleição e reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Um estadista respeitado em todo o mundo que foi retirante nordestino, metalúrgico e sindicalista. Não é preciso falar mais”.

Luiz Carlos Suíca tem um papel destacado no sindicalismo baiano, em especial na luta contra a demissão dos trabalhadores da prefeitura de Salvador. No dia 17 de fevereiro de 1997, 4.741 servidores municipais com muitos serviços prestados à cidade foram demitidos. Além de enfrentar o desemprego, os funcionários não receberam nenhuma parcela rescisória, nenhum direito trabalhista, nem mesmo o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço).

“Durante o movimento para conquistar os direitos trabalhistas eu fui ameaçado de morte e minha família teve que ficar clandestina por temermos sequestro. Sei que não se escreve a história de Salvador sem se falar dos 4.741 demitidos que nunca abandonamos. Chegamos finalmente à vitória e o FGTS foi pago e o início deste resgate social começou em 2006. Aqueles que duvidaram da capacidade de luta, de organização e de resistência dos trabalhadores estavam errados. Tenho orgulho desse episódio”, afirma o vereador da gente, Luiz Carlos Suíca.

Quando falamos do racismo ele afirma que sempre estará na luta exigindo uma política justa e correta de combate à discriminação racial e não apenas retórica no dia 20 de novembro. Os negros ainda estão condenados a viver em condições subumanas. Isso é terrível, porque impossibilita que as pessoas se reconheçam positivamente. Como você vê, nossa luta ainda é longa.

“Lutamos pelo fim da intolerância religiosa tanto por estar envolvido do ponto de vista de fé como também como cidadão. Respeitar todas as religiões é um ato democrático. Felizmente temos apoiadores em todas as religiões e até mesmo entre os que não professam nenhuma religião. Vamos construir uma sociedade baseada no respeito e na convivência pacífica entre todas e todos”, afirma Luiz Carlos Suíca.

Luís Carlos Suíca (13031) é candidato a vereador representando um segmento da sociedade e não por um desejo ou vaidade pessoal. “Represento tudo isso que falamos até agora: a luta contra o racismo, a homofobia, contra o machismo, contra a intolerância religiosa, por saúde pública de qualidade, escola pública e gratuita e defesa dos interesses dos trabalhadores, dentre outros temas. Nosso mandato representará o conjunto de pessoas e instrumentos que o sustentam, no caso, que apoiam meu nome para vereador. Assim, integram o mandato todos e todas que ajudaram a conquistá-lo, simpatizam com ele e tem-no como referência para sua participação na vida política ou para interagir com a institucionalidade. Esses são meus objetivos e minha visão de futuro. Juntos vamos tornar realidade este nosso sonho!”.

Luiz Carlos Suíca 13.031
Esse é da gente!

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Luta dos trabalhadores em limpeza urbana conquista 11% de reajuste salarial

*Luiz Carlos Suíca

A Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) entre o Sindilimp-BA, representando os trabalhadores, e o Selurb (Sindicato Nacional das Empresas de Limpeza Urbana), sindicato patronal está feita. Enquanto categorias tiveram que ir à greve para conquistar índices de reajustes que cobrem a inflação do período, os trabalhadores em limpeza urbana conquistaram um reajuste de 11%, percentualmente um dos maiores se comparado às demais categoria.

Uma CCT representa um documento histórico. Ela reflete o nosso nível de organização e de luta, pois as cláusulas que nela constam, mostram que tudo o que temos em direitos, melhores condições de vida e trabalho, representam conquistas. Foi o que nossa mobilização, capacidade de luta, organização do nosso Sindilimp-BA, capacidade de negociação conseguiu conquistar e não foi pouco o que obtivemos em 2012.

Quando alguns faladores tentam menosprezar o Sindilimp-BA, nós perguntamos: O que vocês fizeram em suas próprias entidades sindicais? Quando fizemos diversas manifestações em frente à sede da Prefeitura de Salvador não recebemos o apoio, a presença de um único vereador ou vereadora. O que querem questionar agora? Certo ex-membro do governo municipal, secretário que tinha um cargo importante na hierarquia municipal, chegou a dizer que estávamos "fazendo política e não movimento sindical" quando defendemos os direitos dos trabalhadores terceirizados. Agora, fora do governo e sendo chamado de oposicionista, onde está este vereador que nada faz pelos trabalhadores em limpeza?

Os trabalhadores em limpeza urbana podem e devem comemorar o reajuste salarial de 11%, cestas básicas, tíquete alimentação e outros benefícios terão um reajuste médio de 8%. Além disso, tivemos outras conquistas sociais e econômicas, além da manutenção de todas as conquistas anteriores. O reajuste salarial que conseguimos foi um dos maiores desse ano e supera, volto a repetir, até mesmo categorias que chegaram a ir para a greve.

Quando nos questionam sobre fazermos ou não greve respondemos que ela é um meio de luta e não o único. Temos compromisso com a sociedade, com os moradores da cidade em que atuamos, com os interesses da categoria. Claro que iríamos à greve, porém, se conquistamos nas negociações e com nossas mobilizações um reajuste salarial que cobre integralmente a inflação do período e restabelece nosso poder de compra por que iríamos a uma greve? Claro que nossa luta por um salário maior continua e não vamos parar de lutar por aqui. Direito se conquista o ano todo. Vamos ficar atentos, unidos e mobilizados.

Destaco por fim a participação da direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA), em especial do Cedro Silva, presidente da CUT-BA, eleito durante o 13° Congresso Estadual realizado de 31 de maio a 2 de junho de 2012. Claro que nosso companheiro Edson Conceição, membro da categoria e da direção executiva da CUT-BA também esteve presente. É importante sabermos que temos em nossa Central o apoio necessário.

"Se muito vale o já feito mais vale o que será" e nossa Campanha Salarial em 2013 deve ser e será ainda maior e melhor para manter o que conseguimos até agora e avançar ainda mais. Parabéns a todas e todos! Vamos juntos manter nossa unidade e luta!

*Luiz Carlos Suíca é coordenador licenciado do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Orçamento Participativo para reconstruir a Salvador da gente

*Luiz Carlos Suíca

O Partido dos Trabalhadores (PT), partido ao qual com muita honra sou filiado, sempre defendeu e aplicou o Orçamento Participativo (OP). Um mecanismo de democracia participativa que permite a cada morador, cada pessoa independente de sua raça, classe, ou função influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos, geralmente o orçamento de investimentos de prefeituras municipais, através de processos da participação da comunidade.

Tivemos diversas experiências aplicadas em cidades governadas pelo PT ou partidos aliados. Com isso retiramos o poder de decisão das mãos de uma chamada elite e debateu-se de forma aberta com toda a sociedade.

Nada mais fantástico que ver a população debatendo o orçamento municipal em assembleias realizadas em regionais, bairros ou distritos, em discussões temáticas, elegendo delegados para a plenária final e, assim, toda a população definindo as prioridades para os investimentos.

Até mesmo durante a ditadura militar, em especial no seu final, o Partido dos Trabalhadores sempre levantou a bandeira do Orçamento Participativo como forma de assegurar a democratização política e social do Brasil.

A Constituição de 1988 incorporou o direito ao exercício direto da cidadania como um dos pressupostos do Estado Brasileiro, razão pela qual, são crescente as inovações institucionais e legais tendo em vista ampliar o alcance da participação popular nas políticas públicas. O PT apontou para aprofundar a participação popular através do Orçamento Participativo.

A experiência de orçamento participativo surgiu na cidade de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, na gestão de Olívio Dutra, do Partido dos Trabalhadores (PT), em 1989, como resultado da ação de movimentos populares por participar das decisões governamentais. O PT aplicou uma metodologia por meio da qual cada cidadão que se fizesse presente às Plenárias Regionais podia votar sobre quais os tipos de necessidades o governo municipal deveria atender. Esta metodologia, na sua totalização dos votos, considerava a localização do voto, atribuindo pesos maiores às regiões da cidade, em função da carência da prestação dos serviços públicos, dentre outros critérios. Nada mais democrático do que assegurar aos mais carentes prioridade em relação às regiões com melhor infraestrutura.

Não apenas isso, mas também, assegurou ao PT o reconhecimento da população, sendo-lhe atribuído parte da responsabilidade pela permanência do partido à frente da prefeitura de Porto Alegre durante 16 anos. O processo de construção do Orçamento Participativo e dos Conselhos Municipais, com a efetiva e crescente participação da comunidade, transformou-se no elemento mais forte, mais rico e mais importante da Administração Popular em Porto Alegre.

O fato foi tão destacado e importante que o Orçamento Participativo de Porto Alegre ganhou projeção nacional e internacional, gerando novos métodos de participação cidadã institucionalizada por governos municipais.

Em resumo, o orçamento participativo permite à população discutir orçamento e políticas públicas. Seu objetivo é assegurar participação direta na definição das prioridades para os investimentos públicos. Com isso, a decisão sobre os recursos municipais fica compartilhada entre os poderes Executivo e Legislativo e a população.

Desde já, como militante social e partidário, comprometo-me a defender a inclusão do Orçamento Participativo como prioritário em um Plano de Governo do PT e dos partidos aliados. Esquecer-se desse quesito fundamental seria um grave erro.

Finalizo reafirmando que o Orçamento Participativo é uma organização na qual todos os cidadãos podem participar diretamente no processo de tomada de decisões. Os cidadãos numa democracia não têm apenas direitos, têm o dever de participar no sistema político que, por seu lado, protege os seus direitos e as suas liberdades. Vamos juntos reafirmar esse princípio e colocá-lo novamente no centro da discussão política.

*Luiz Carlos Suíca é militante do Movimento Negro Unificado, coordenador do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA, bacharel em História e acadêmico de Direito.

terça-feira, 5 de junho de 2012

5 de junho: Dia Mundial do Meio Ambiente


Trabalhadores em limpeza são fundamentais nesta luta

A diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Limpeza Pública, Asseio, Conservação, Jardinagem e Controle de Pragas Intermunicipal (Sindilimp-BA) afirma com a máxima segurança que nossa categoria é uma das que mais contribui para a preservação da saúde pública, da melhor qualidade de vida e principalmente na defesa do meio ambiente.

Nós continuamos sempre na luta e na campanha para que a questão do lixo urbano seja tratada com responsabilidade e compromisso de todos.

É preciso compromisso da sociedade na hora de comprar, pois 40% do que nós compramos é lixo. São embalagens que, quase sempre, não nos servem para nada, que vão direto para o lixo aumentar. O lixo produzido em Salvador e região metropolitana em direção aos aterros sanitários aumenta e é preciso uma ação conjunta para que isso diminua.

A Lei de Resíduos Sólidos é importantíssima, mas só saíra do papel com o envolvimento de toda a sociedade. Estamos nos empenhando para termos uma gestão integrada de Resíduos Sólidos, ou seja, administrar sistemas de limpeza pública considerando uma ampla participação dos setores da sociedade com a perspectiva do desenvolvimento sustentável.

No dia 05 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente porque em 1972 ocorreu um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como Conferência das Nações Unidas.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

Por atuarmos diretamente na questão, vemos que a política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

Outro grave problema são os lixões que ainda existem, como denunciamos e foi amplamente noticiado nos meios de comunicação. São tantos municípios baianos que têm lixões que em breve o Sindilimp-BA fará mais uma campanha de denúncias.

Lixão é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, que se caracteriza pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. O mesmo que descarga de resíduos a céu aberto. Não existe nenhum controle quanto aos tipos de resíduos depositados e quanto ao local de disposição dos mesmos. Nesses casos, resíduos domiciliares e comerciais de baixa periculosidade são depositados juntamente com os industriais e hospitalares, de alto poder poluidor.

Os resíduos assim lançados acarretam problemas à saúde pública, como proliferação de vetores de doenças (moscas, mosquitos, baratas, ratos etc.), geração de maus odores e, principalmente, a poluição do solo e das águas superficiais e subterrâneas através do chorume (líquido de cor preta, mal cheiroso e de elevado potencial poluidor produzido pela decomposição da matéria orgânica contida no lixo), comprometendo os recursos hídricos.

Já passou da hora das prefeituras investirem em aterros sanitários e para isso podem até mesmo fazer associações e criá-los em conjunto com os demais municípios da região o que seria extremamente útil e economizaria recursos públicos.

Os aterros sanitários são construídos, na maioria das vezes, em locais distantes das cidades. Isto ocorre em função do mau cheiro e da possibilidade de contaminação do solo e de águas subterrâneas. Porém, existem, atualmente, normas rígidas que regulam a implantação de aterros sanitários. Estes devem possuir um controle da quantidade e tipo de lixo, sistemas de proteção ao meio ambiente e monitoramento ambiental. Os aterros sanitários são importantes, pois solucionam parte dos problemas causados pelo excesso de lixo gerado nas grandes cidades.

O Sindilimp-BA, através de sua Secretaria de Saúde do Trabalhador e Meio Ambiente, em conjunto com toda a diretoria, está atento. Muito temos a comemorar neste 5 de junho, Dia Mundial do Meio Ambiente. Avanços aconteceram, porém, há muito por fazer e nós sempre estaremos nesta luta por um meio ambiente por inteiro, ou seja, melhor para a Humanidade.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Trabalhadores em limpeza na reconstrução do E.C.Ypiranga


*Por Luiz Carlos Suíca


Por que os trabalhadores em limpeza e todos os demais devem apoiar a retomada do E.C.Ypiranga time fundado em 7 de setembro de 1906, sendo hoje um dos mais antigos clubes do futebol da Bahia?

Muito simples: a história do Ypiranga representa nossa luta enquanto classe social. No início do Século XX, jovens excluídos da sociedade e humildes trabalhadores, impedidos de participarem de clubes por serem negros, pobres e morarem em bairros populares se cotizaram e fundaram o Sport Club Sete de Setembro, em 17 de abril de 1904, que em 7 de setembro de 1906, dá lugar ao Sport Club Ypiranga (atualmente Esporte Clube Ypiranga).

O Esporte Clube Ypiranga é a síntese da união dos excluídos da cidade, que querem se integrar construindo um tempo novo, rompendo com privilégios das elites arraigadas pelo escravismo do antigo regime imperial.

Mesmo com as dificuldades encontradas desde a sua fundação, o Ypiranga sempre se mostrou forte, sendo 10 vezes campeão baiano, fazendo frente às equipes mais poderosas na época. Conquistou a taça nos anos de 1917, 1918, 1920, 1921, 1925, 1928,1929, 1932, 1939 e 1951. Conquistou ainda o Campeonato do Norte-Nordeste em 1951 e o Torneio Início em 1919, 1922, 1929, 1933, 1947, 1956, 1959 e 1963.
Um dos primeiros heróis negros do futebol surgiu no Ypiranga. Apolinário Santana, mais conhecido por Popó, começou a jogar aos 14 anos, maior supercraque baiano foi tornar-se o líder do revolucionário time do Ypiranga, o primeiro a vencer o racismo que marcou o início do futebol no país. O Vasco, no Rio, e outros clubes seguiram o exemplo dos baianos.

Nos anos que se seguiram o Ypiranga enfrentou forte crise financeira, estrutural e administrativa e deixou de figurar entre os clubes vencedores do futebol baiano e nordestino. Porém, é inegável nos dias de hoje o reconhecimento da tradição que o clube preserva entre os amantes do futebol.

Por todos esses motivos, profissionais competentes, visionários, amantes do futebol e da história desse centenário e glorioso clube, que faz parte da cultura, da sociedade e do esporte baiano, vêm tomando a frente da administração do clube, a fim de torná-lo grande novamente.
Eu tive a grande honra de ser chamado a integrar o Conselho Deliberativo e assumi com a direção do E.C.Ypiranga em reunião realizada no dia 13 de março o compromisso de trabalhar para que o time de Mestre Pastinha (1889 - 1981). Jorge Amado (1912 - 2001), Irmã Dulce (1914 - 1992) e tantos milhares de torcedores anônimos, porém não menos ilustres, não morra.

Nosso objetivo é voltar à Primeira Divisão do Futebol da Bahia. Você pode contribuir com a quantia que puder depositando o quanto puder na conta do E.C.Ypiranga:

Conta Bradesco do Esporte Clube Ypiranga
Agência 3072-4
Conta Corrente nº 77197-0
O CNPJ é 13.532.502/0001-05

Você pode fazer doações pela internet através do site:
www.esporteclubeypiranga.com.br/ajuda-mais-querida


Vamos fazer nossa parte como forma de recuperar nossa própria história. Independente de sua paixão clubística (BAxVI) apoie o Ypiranga indo assistir os jogos em Pituaçu, comprando produtos oficiais e tornando-se sócio.

Por duas vezes nosso campeonato "Jogando Limpo" foi na Vila Canária. Nada mais simbólico que o Campeonato dos Trabalhadores em Limpeza realizar-se no Estádio do Ypiranga, um dos mais antigos clubes da Bahia, união de jovens excluídos que transformaram seus sonhos em realidade.

Vamos juntos manter o sonho em realidade cada dia mais forte e real! Contribua com o E.C.Ypiranga!

*Luiz Carlos Suíca é coordenador do Departamento Jurídico do Sindilimp-BA

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Correio* erra ao não ver que Sindilimp-BA foi o primeiro a repudiar exploração no SAC

Não sei porque ainda me impressiono com ataques infelizes na imprensa com argumentos opostos à verdade, falsos mesmo. A diretoria do Sindilimp-BA e eu pessoalmente contestamos totalmente a versão divulgada pelo Correio* na edição de hoje, 28, na página 4, Coluna Clécio, de que fomos omissos diante da situação dos trabalhadores terceirizados no Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

É só verificar no link http://www.sindilimpba.org.br/noticia_149.html nossa opinião e, mais do isso, divulgamos amplamente que colocamos sob suspeição a licitação promovida pela Secretaria de Administração do Estado da Bahia (SAEB) que deu um contrato de mais de R$ 32 milhões por ano para que a empresa Hope Serviços e Construções Ltda. assuma as tarefas do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) e sempre defendemos os direitos dos trabalhadores.

Não posso acreditar que o secretário da Administração Manoel Vitório da Silva Filho possa concordar com a casa de terror que virou o SAC. Ele sempre teve uma postura de diálogo e não pode deixar que o SAC se transforme em um centro de exploração. Há trabalhadores com doenças ocupacionais que estão sendo pressionados a optar entre trabalhar oito horas com o mesmo salário ou se demitir. Isso é coação e demissão involuntária, para se dizer o mínimo.

No dia 16 de fevereiro demos entrada em um Mandado de Segurança contra a SAEB que tem o número 0301885-44.2012.8.05.0000 e aguarda posicionamento da desembargadora Rosita Falcão de Almeida Maia, do Tribunal de Justiça do Estado Bahia. A diretoria do Sindilimp-BA coloca-se à disposição para quaisquer esclarecimentos. Quem ganha com a vitória de uma empresa cuja única experiência no setor, se é que podemos qualificar assim, é administrar um desconhecido Condomínio Barbarense?

A empresa tem uma origem obscura e tem seu registro na Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb) datado de abril de 1999. De 1999 até agora a Hope possui uma única certificação de capacidade técnica fornecida por um tal Condomínio Barbarense. Quando ligamos para o condomínio para sabermos da empresa ninguém sabe dizer nada sobre ela e nem mesmo lembram de que tipo de serviço ela prestou. Não tem a menor lógica entregar o SAC, algo que já foi referência de qualidade de serviço público prestado, a uma empresa desqualificada e desconhecida. Volto a questionar o que está por trás de um absurdo desse? Será que temos agentes públicos envolvidos nisso? Será que os grandes empresários afastados pela Operação Jaleco Branco estão usando essa Hope como testa de ferro para voltarem à administração estadual?

A SAEB deve investigar e tornar público os critérios utilizados para a Hope administrar o SAC. A direção do Sindilimp-BA, na ação judicial, questiona até mesmo que Jorge Pinto Teixeira Barboza, sócio majoritário, é mesmo o dono da empresa. Será mais um laranja utilizado pelos grandes empresários afastados oficialmente da atividade administrativa estatal. Já vimos isso ocorrer na Raveli e outras. Cabe ao Estado investigar e impedir que se burlem as leis e o serviço oferecido à população sejam ainda mais prejudicado e degradado.

O SAC foi criado em 1995 e era bem avaliado pela população. A confiança e respeito pelo SAC precisam ser recuperados.

Outra coisa a ser recuperado é o princípio da imprensa em ouvir os dois lados. A direção do Sindilimp-BA e eu de forma pessoal nunca nos recusamos a esclarecer o que quer que fosse.

Antes de afirmar coisa que sabe ser contrária à verdade, errar no que diz, induzir em erro, solicitamos que quaisquer jornalistas falem conosco para saber nossa versão. Esse é um princípio da imprensa séria e responsável.

Vamos em frente!

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Acessibilidade urbana inexiste em Salvador


*Por Luiz Carlos Suíca

Acessibilidade significa não apenas permitir que pessoas com deficiências ou mobilidade reduzida participem de atividades que incluem o uso de produtos, serviços e informação, mas a inclusão e extensão do uso destes por todas as parcelas presentes em uma determinada população. Em Salvador são mais de 400 mil pessoas que não conseguem exercer este direito garantido na Constituição Federal.

Acionamos a Assessoria de Imprensa do Sindilimp-BA para apurar e denunciar um caso específico, o de Cleciane Cruz, uma jovem nascida em Salvador no dia 18 de julho de 1991.

Graças à sua capacidade intelectual e sacrifício pessoal e familiar terminou o ensino médio e luta agora para fazer um curso pré-vestibular social, gratuito como vários oferecidos na cidade, porém não consegue por falta de acessibilidade. Cadeirante, moradora no bairro de Planalto Real, Subúrbio Ferroviário, não consegue se deslocar porque falta transporte coletivo adaptado e outros problemas.

Outra definição para acessibilidade, que também não passa nem perto da cidade de Salvador, de Cleciane Cruz e mais milhares de soteropolitanos, diz que é a condição para utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações, dos serviços de transporte e dos dispositivos, sistemas e meios de comunicação e informação por uma pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, ou seja, é a idéia de um mundo sem obstáculos, tanto para a locomoção, quanto para a comunicação.

Antes de reproduzir o relato pungente de Cleciane Cruz, quero afirmar desde já que a minha solidariedade pessoal e a do Sindilimp-BA não faltarão à companheira. Exigimos que a Câmara Municipal de Salvador assuma de uma vez por todas a luta para dotar nossa cidade de acessibilidade e acabar de uma vez com esta vergonha social que é o descaso com cerca de 400 mil pessoas com necessidades especiais e que não têm os seus direitos respeitados. Vamos ao relato feito por Cleciane Cruz à nossa Assessoria de Imprensa:

"Nunca pensei que fosse tão difícil encontrar um pré-vestibular que tenha acessibilidade e atenda aos meus pré-requisitos. Em uma grande cidade como Salvador e em sua região metropolitana, onde existem mais de 400 mil pessoas com algum tipo de deficiência física ou mobilidade reduzida, somos esquecidas. Queremos e exigimos nosso direito de ir e vir, estudar, trabalhar, lazer, cultura, serviços de saúde e etc.", afirma Cleciane Cruz.

Ela lembra que os problemas começam desde a saída de suas casas, nas ruas e calçadas, transporte público adaptado e de boa qualidade, para os que não possuem carro, até aos prédios e departamentos públicos e privados. "Seria muito bom se todas as pessoas e os políticos tivessem consciência e um olhar especial para esta parte da população, que tanto sofre com essas dificuldades, e criassem projetos e cobrasse de órgãos responsáveis competentes medidas que pudessem ajudar e facilitar suas vidas", diz.

Cleciane Cruz critica a falta de leis específicas para assegurar a acessibilidade e o não cumprimento das poucas que existem. "São poucos os projetos e leis criadas para atender pessoas portadoras de necessidades especiais. Esses poucos que são feitos muitas vezes não saem do papel, e os poucos que saem não há uma fiscalização adequada para a garantia do comprimento dessas leis e projetos".

Aqui deve haver um questionamento geral da sociedade. Do que adianta existir um espaço reservado para pessoas portadoras de necessidades especiais estacionarem seu carro e vir uma pessoa sem nenhuma limitação física e estacionar o carro nessa mesma vaga especial? Do que adianta haver várias rampas de acesso, se existem pessoas que estacionam carros, motos, veículos em geral, bloqueando a passagem? De que adianta existir uma grande frota de transporte público adaptados, se há várias pessoas inconscientes, que por puro ato de vandalismo depredam esses veículos? Nesse mesmo caso há também inconsciência por parte dos motoristas, que muitas vezes não andam na faixa exclusiva para ônibus e alguns não param nos pontos de ônibus ao ver um cadeirante ou idoso pedir para pararem.

Dentre uma serie de outros fatores que demonstram que não há muita consciência e sensibilidade por parte das pessoas é que situações como essas precisam ser mudadas ou nada adiantará os poucos sucessos conseguidos até aqui.

Acessibilidade é direito de todos. Esse é o direito que Cleciane Cruz e milhares de outras pessoas exigem e merecem.

Se quiser saber mais informações favor entrar em contato com Cleciane Cruz através dos telefones números (71) 9199-6253 e 99180834. É hora de ação!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Um 2012 vitorioso se constrói com a categoria unida


*Luiz Carlos Suíca

Companheiras e companheiros:

Com orgulho o Sindilimp-BA organiza nossa categoria para a luta desde o dia 2 de setembro de 1989. São mais de 22 anos de uma entidade com grandes serviços prestados aos trabalhadores em geral e à nossa categoria em especial.

Desejamos um 2012 de muitas felicidades e que de forma coletiva possamos conservar e ampliar os nossos direitos.

A felicidade e a vitória não acontecem à toa. São conquistas que se faz todos os dias, em todos os momentos, em cada pequena e grande atitude.

Todos os anos, nós buscamos renovar as forças para prosseguir e realizar nossos sonhos e como diz a canção "Sonho que sonha só é só um sonho. Sonho que se sonha junto é realidade". Vamos juntos em 2012 fortalecer ainda mais o Sindilimp-BA, nosso instrumento de organização e de luta. Que não nos esqueçamos de agradecer por tudo que conquistamos em 2011 e sejamos dignos de novas vitórias.

Nossa categoria não se omitirá e lutará para construirmos um Brasil e uma Bahia melhor e mais igualitária.

Que tornemos realidade nossos sonhos de conquista de melhores condições de vida e trabalho, onde a saúde e a felicidade nunca faltem. Que, sobretudo, o presente seja vivido intensamente.

Este é também o momento em que desejamos felicidades a todos. É preciso que se mantenha essa união imprescindível da categoria. Podem estar certos que a diretoria do Sindilimp-BA fará seu melhor para que nossa gestão seja ainda mais marcante em nossa história.
*Luiz Carlos Suíca - Em nome da Diretoria Colegiada do Sindilimp-BA

Feliz Natal

Que neste Natal,
eu possa lembrar dos que vivem em guerra,
e fazer por eles uma prece de paz.

Que eu possa lembrar dos que odeiam,
e fazer por eles uma prece de amor.

Que eu possa perdoar a todos que me magoaram,
e fazer por eles uma prece de perdão.

Que eu lembre dos desesperados,
e faça por eles uma prece de esperança.

Que eu esqueça as tristezas do ano que termina,
e faça uma prece de alegria.

Que eu possa acreditar que o mundo ainda pode ser melhor,
e faça por ele uma prece de fé.

Obrigada Senhor
Por ter alimento,
quando tantos passam o ano com fome.

Por ter saúde,
quando tantos sofrem neste momento.

Por ter um lar,
quando tantos dormem nas ruas.

Por ser feliz,
quando tantos choram na solidão.

Por ter amor,
quantos tantos vivem no ódio.

Pela minha paz,
quando tantos vivem o horror da guerra.