segunda-feira, 10 de setembro de 2012

José Rainha, lutador pela Reforma Agrária, apoia para vereador Luiz Carlos Suica 13031

Meu aniversário será no dia 12 de setembro, porém, o presente já recebi neste final de semana (dias 8 e 9) quando José Rainha, um dos maiores líderes do movimento dos trabalhadores rurais sem terra e um dos mais destacados guerreiros pela Reforma Agrária declarou que seu candidato a vereador em Salvador sou eu, Luiz Carlos Suíca 13031. Uma honra. Um momento marcante na minha vida de ativista. Ter como apoiador um companheiro com sua história de lutas e sua presença que deram um brilho especial à nossa carreata.

José Rainha é conhecido internacionalmente com destaque advindo de sua atuação em defesa da Reforma Agrária em todo o Brasil, em especial na região do Pontal do Paranapanema. Foi condenado à prisão e ficou encarcerado por nove meses. Nada disso quebrou sua resistência e confiança na luta. Sabe que não cometeu crime algum tendo em vista que lutar não é crime.

Sua condenação aconteceu como um complemento da forte repressão ao movimento pela Reforma Agrária naquela região. Os trabalhadores estão sendo presos sem motivos, ou acusados de pequenos roubos. Os militantes, apesar de demonstrarem sua insatisfação e revolta pelas prisões arbitrárias e as perseguições aos dirigentes, estavam tranquilos. José Rainha continua animado e sem nenhum abatimento. Fica para nós uma grande lição transmitida por esse líder: questão social não é caso de polícia e não permitiremos nada que possa desmoralizar, isolar e destruir a nossa convicção da necessidade de uma Reforma Agrária sob o controle dos trabalhadores em nosso Brasil.

Fica aqui uma pergunta: A ação do Estado através da polícia, da Justiça e da burocracia quando se trata dos latifundiários, seus agentes e jagunços é a mesma usada contra José Rainha?

Para piorar, na sentença, o juiz condena os camponeses por terem algum parentesco com José Rainha ou por comporem a Cocamp (Cooperativa dos Assentados em Reforma Agrária do Pontal). Não são apontados na sentença os supostos crimes cometidos pelos camponeses ou atos que implicassem a participação em algum crime.

O líder sem-terra José Rainha deixou na noite do dia 21 de março deste ano o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros (zona oeste de São Paulo). Ele estava preso há mais de nove meses. Voltou imediatamente para aquilo que sempre fez em sua vida, lutar pelos direitos dos trabalhadores. Veio à Bahia participar das comemorações dos 25 anos do MST na Bahia. Aqui em Salvador deixou explícito seu apoio à nossa candidatura. Se votasse aqui Luiz Carlos Suíca 13031 receberia este voto. Isso me honra profundamente.

Declaro aqui meu compromisso em fazer da luta pela unidade dos trabalhadores da cidade e do campo um dos princípios do mandato que conquistaremos com a participação de todas e todos. Você nos honra com sua participação em nossa campanha e engrandece o mandato que conquistaremos para ser a voz do movimento daqueles que lutam por um Brasil igualitário. Obrigado pelo apoio, José Rainha. Estamos juntos!

Veja aqui o vídeo em que José Rainha declara seu apoio à nossa candidatura:

Tire o veneno de sua mesa. Saiba mais sobre a agroecologia



Três mitos que você sempre ouviu sobre a Agroecologia, mas ninguém teve coragem de negar.


Mito número 1: alimentos orgânicos são mais caros.


Que nada! Os orgânicos parecem mais caros porque os supermercados, onde a gente costuma comprar, cobram até 4 vezes mais do que as feiras.

Mito número 2: A agroecologia é menos produtiva do que a agricultura convencional.

A agroecologia é tão ou mais produtiva do que a agricultura convencional. E ainda tem uma vantagem: a produção agroecológica enriquece o solo e é capaz de continuar produzindo indefinidamente.

Os agrotóxicos e fertilizantes químicos vão deixando a terra fraca e as águas contaminadas.

Mito número 3: Adotar a agroecologia significa voltar ao tempo das cavernas.

Na verdade, a lógica de produção agroecológica é repleta de conhecimento e tecnologia.

A diferença é que a agricultura convencional segue sempre a mesma receita, enquanto que a agroecologia usa muitas receitas diferentes.

É toda uma enciclopédia de conhecimento espalhada na cabeça das pessoas e das comunidades.

Quer saber a verdade? Mundialmente, a gente já estraga o solo de uma área maior do que o Estado do Rio de Janeiro.

E vinte e quatro por cento das terras do planeta não produzem como antes. E a culpa é do mau uso do solo.

Tem mais! No mundo, a gente consome quatro bilhões e meio de litros de agrotóxicos.

E o Brasil é o campeão!!

Queremos uma agricultura que possa alimentar o mundo.

Sempre.

E você? Como você quer a sua agricultura?

União dos trabalhadores do campo e da cidade: MST-BA 25 anos

A direção da CUT-BA e do Sindilimp-BA estiveram presentes no dia 6 de setembro em Alcobaça (BA) para comemorar os 25 anos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra na Bahia (MST).

Estivemos representados pelo companheiro Edson Conceição mostrando toda a nossa solidariedade e parceria com o MST, um dos principais e maiores movimentos sociais da atualidade. Nosso companheiro aparece na fotografia ao lado de duas figuras históricas da luta popular: o líder sem terra José Rainha e o atual deputado federal Valmir Assunção, ambos com trajetória, origem e até hoje vinculados à luta pela Reforma Agrária.

O MST na Bahia comemora 25 anos de fundação, a partir do surgimento do assentamento 40/45, no município de Prado, no Extremo Sul da Bahia. Naquela data, em 1987, 600 famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais iniciaram uma jornada de luta que permanece 25 anos depois com um número expressivo de novos pequenos agricultores, com um único objetivo: a implantação da reforma agrária, e com ela o desenvolvimento socioeconômico do campo.

O MST nasceu durante a realização do Primeiro Encontro Nacional, realizado entre os dias 21 e 24 de Janeiro de 1984, na cidade de Cascavel, Estado do Paraná. No Brasil começava, a partir desse primeiro encontro, uma trajetória de luta que hoje se espalha por 23 estados brasileiros. Com a deliberação de massificar a luta, o MST se difundiu pelos estados do Brasil, chegando à Bahia três anos depois. A reforma agrária, mas que uma bandeira, é a razão de viver desse movimento, que reúne em seu bojo, trabalhadores e trabalhadoras que querem justiça social e soberania alimentar.

Na Bahia, a primeira ocupação do MST, composta por 600 famílias, foi feita em uma área da empresa multinacional Floriba. O Assentamento 40/45 foi o batismo da luta pela reforma agrária na Bahia. Uma luta que se estende até hoje. Que mobiliza não mais dezenas, mas milhares de famílias de trabalhadores rurais. Que desafia o agronegócio, o latifúndio, e luta pelo desenvolvimento no campo. Agora esse assentamento, como o próprio MST na Bahia, completa 25 anos.

De lá para cá o MST cresceu e se tornou referência da luta pela terra. Mais de 45 mil famílias já foram assentadas nesses 25 anos na Bahia. Contudo, existem pelo menos outras 25 mil famílias que vivem sob a lona preta dos barracos dos sem terras, à espera da reforma agrária. A reforma agrária é uma necessidade imperiosa não só para essas famílias que ainda vivem sob a lona preta, mas para o próprio desenvolvimento social do campo.

Se hoje existem fortes motivos para se comemorar os 25 anos do MST na Bahia, a partir do seu ponto de partida, o Assentamento 40/45, ainda há muito que lutar. E a luta pela reforma agrária é um direito de todo trabalhador do campo por um Brasil cada vez mais justo, onde a igualdade dos direitos seja respeitada, e as pessoas tenham o mínimo de condições e oportunidades para crescerem.

A CUT-BA e o nosso Sindilimp-BA parabenizam o MST que ao longo desses 25 anos soube capitalizar o sentimento de transformação social que se busca no campo e que vai de encontro aos anseios de milhares de famílias de trabalhadores e trabalhadoras rurais. Graças a essa luta, feita de persistência e muitas vezes de incompreensões, a reforma agrária, com todos os entraves e dificuldades que ainda enfrenta, vem se tornando uma realidade cada vez mais presente na vida dos baianos que moram e vivem das atividades no campo.

Lutar não é crime! E os que são a favor da reforma agrária lutam, antes de tudo, pelos direitos de todos aqueles que querem uma vida mais digna e contra as desigualdades sociais.

Viva o MST! Viva a reforma agrária!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Reaja à brutalidade policial. Violência no Boiadeiro, Subúrbio Ferroviário de Salvador

O Sindilimp-BA manifesta sua solidariedade integral aos moradores do Boadeiro, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. O companheiro Edson Conceição esteve nas manifestações representando a Central Única dos Trabalhadores (CUT-BA) e o Sindilimp-BA. Veja aqui o relato dos moradores. Chega de violência! Chega de extermínio da juventude negra!

Na quarta-feira, dia 29 de agosto, quatro homens encapuzados entraram no bairro do Boiadeiro, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, e mataram dois jovens. A comunidade, tendo absoluta certeza de que estes não eram marginais, resolveu fazer uma manifestação que reuniu os moradores da região. A Polícia Militar reprimiu a passeata, agrediu manifestantes e alguns ainda estão com sequelas da agressão.

Alex Carlos dos Santos, 19 anos, através de um curso voltado à construção civil passou a atuar como ajudante de pedreiro; estudante no turno noturno da Escola Estadual Ivone Vieira Lima, evangélico, viu o seu sonho de ser advogado e de auxiliar sua família ser interrompido quando na companhia de Luiz Henrique Sacramento Cerqueira, 20 anos, foi abordado numa esquina do bairro do Boiadeiro, por covardes que estavam em um veiculo gol preto Subúrbio Ferroviário de Salvador, onde foram nascidos e criados. Luiz Henrique, Riquinho como era popularmente conhecido, também trabalhava no ramo da construção civil no projeto de revitalização do Parque São Bartolomeu.

Foram covardemente executados por quatro homens que trajando roupas pretas e brucutus (máscaras pretas) os assassinaram com tiros nas costas.

A comunidade do Boiadeiro se mobiliza para contar a história desses meninos enterrados na última quarta-feira (30), no Cemitério de Plataforma. A primeira ação foi após o funeral, quando politizaram sua dor fazendo um manifesto na Avenida Suburbana.

Familiares, amigos e vizinhos dos rapazes protestaram e foram surpreendidos pela Polícia Militar, que agrediu fisicamente homens e mulheres, além de tentar intimidar com ameaças verbais: “Se ficar nessa vamos voltar daquele jeito”, exclamou um dos policiais quando tentou conter o protesto com empurrões e bofetadas no rosto de uma mãe de família.

A comunidade contesta a versão divulgada de que os rapazes teriam morrido em decorrência de um tal confronto entre facções criminosas rivais que supostamente guerreiam por aquele território. Na realidade, Luiz Henrique, filho único, arrimo de família, foi covardemente morto em companhia de Alex através de uma execução sumária nitidamente empreendida por ação de um grupo paramilitar de extermínio.

A comunidade do Boiadeiro e Campanha Reaja exige:

  • Imediata investigação dos fatos
  • Apoio psicológico e proteção às famílias dos mortos e dos manifestantes;
  • Audiência com o secretário de Segurança Pública;
  • Audiência com o secretário de Justiça e Direitos Humanos;
  • Atuação firme do Ministério Público ouvindo o movimento social.

*Informações da comunidade do Bairro do Boiadeiro no Subúrbio Ferroviário de Salvador.
**Contatos: Aline Dias – (71) 8827-7389

Veja aqui o vídeo feito em uma manifestação no lugar pela Coisa Forte Produções.



quarta-feira, 29 de agosto de 2012

29 de Agosto, Dia Nacional da Visibilidade Lésbica!!


*Por Mariana Pessah

No ano 1995, no Rio de Janeiro, acontecia o 1° SENALE (Seminário Nacional de Lésbicas). Essa foi a primeira data que no Brasil se reuniram mais de 100 lésbicas de vários estados para debater, pensar e falar sobre as nossas questões enquanto lésbicas.

Para homenagear esse dia que nasceu da resistência e da luta pela construção de um novo modelo de sociedade, é que foi escolhido o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica.

Porque um Dia de Visibilidade Lésbica?

Porque numa sociedade que tem por norma a heterossexualidade, se não mencionamos, se não mostramos que existimos, somos ignoradas:
*O que não se vê não existe
*O que não se conhece dá medo, ódio e desperta fantasias negativas.

Em outras palavras alimenta a discriminação. Para contrastar esse movimento é que criamos um dia de Resistência e Luta.


Como toda cultura “invisível”, ignorada, pouco conhecida, não tem ainda muitas imagens próprias. Entendemos que para nossa identidade lésbica é fundamental ter modelos próprios e para nossa luta lésbica é fundamental referendar nossa trajetória.

Por isto também queremos homenagear aqui algumas mulheres que ajudaram a construir nossa história: Gloria Anzaldúa, Chavella Vargas, Adriane Rich, Cherie Moraga, Clarice Lispector, Rosely Roth, Audre Lorde, K. D. Lang, Alicia D’Amico, Monique Witting, Safina Newbery, Claudia Hinojosa, Martina Navratilova, Felipa de Sousa, Helen de Genares, Cássia Eller, entre outras e outras e outras…Quando as lésbicas são chamadas de “gays” ou de “homossexuais femininos”, está se falando unicamente de uma orientação sexual diferente da norma, mas quando falamos de lésbicas, se acrescenta uma outra conotação. Na sociedade patriarcal, onde o importante sempre é o masculino (pater), um casal de mulheres é, também, um ato de resistência, de rebeldia, de dizer: não queremos ser iguais, não queremos ser como a norma, a sua sociedade não nos interessa.

Olhem pra nós, nós sim podemos! Existimos e aqui estamos subvertendo os conceitos e valores de poder e de força que esta sociedade dá as mulheres.

É por isto que entendemos importante reivindicar a palavra LÉSBICA e o dia da VISIBILIDADE, porque este dia, o 29 de Agosto, é de LUTA, um dia de afirmar nossa rebeldia numa sociedade que não nos contempla, de demonstrar as forças que temos para a construção de um mundo melhor. E é também um dia de FESTA, porque como dizia a feminista Ema Goldman, “se não posso dançar, não me interessa tua revolução”.

* Mariana Pessah é fotógrafa, militante lésbica feminista integrante do Grupo Mulheres Rebeldes.

Quem vota em Luiz Carlos Suíca 13031 vota também em Pelegrino 13

Faltam 39 dias para as eleições municipais de 2012. Repito sempre que não tenho um objetivo individual. Faço parte de um projeto coletivo e isso me deixa bem tranquilo para dizer claramente o que penso. Não quero um único voto que não seja baseado na verdade e na relação correta, honesta e verdadeira.

Conheço Nelson Pelegrino há muitos anos. Ele foi advogado trabalhista do Sindilimp-BA muito antes de ser deputado estadual. Além de excelente profissional mostrou-se uma pessoa de excelente caráter. Em época de campanha eleitoral isso pode soar falso e eleitoreiro. Não é. É a mais pura verdade. Nelson Pelegrino é um companheiro de luta que a qualquer momento em que foi chamado para defender o movimento popular nunca se negou a participar.

Sua ação como presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia e depois na Câmara de Deputados mostra que ele tem lado. Seu lado é o da defesa da Democracia, do Direito, da Pessoa Humana.

É inesquecível sua ação contra os grupos de extermínios na Bahia e no Brasil. Foi ameaçado pelos assassinos e mesmo assim nunca faltou com seu compromisso. Foi um dos primeiros a denunciar o extermínio da juventude negra, o direito das comunidades carentes à moradia decente, contra o despejo das pessoas de suas moradias em razão de uma reintegração de posse questionável.

Não gosto de ingratidão. Além das questões políticas, acredito, sim, em Pelegrino 13 como ser humano. Sou assim. Sou grato e atuo sempre de coração aberto e com sinceridade brilhando nos olhos. Mais nada. Faço as coisas porque quero. Essa é a minha verdade. Faço de coração, sim. Não me esqueço de quem me estende a mão. Minha memória não é curta. Apesar de eu esquecer nomes, jamais deixo passar batido o que fazem por mim. Porque aprendi que ajudar o outro é bonito. Mas ser grato é mais bonito ainda.

Faço essa introdução para dizer que me sinto enojado com o comportamento de alguns candidatos e candidatas que estão cuidando apenas de suas ambições e abandonando um projeto coletivo de levar o Partido dos Trabalhadores (PT) finalmente a ser protagonista da administração de Salvador. Com Pelegrino 13 seremos protagonistas e não coadjuvantes. Isso não é pouco. Administraremos diretamente a terceira maior capital do Brasil. É disso que estamos tratando e é este projeto que defendo politicamente para o momento.

Os e as ambiciosas cuidam de sua eleição para uma cadeira na Câmara Municipal de Salvador. Claro que você que apoia a nossa candidatura quer o mesmo para Luiz Carlos Suíca 13031.

Quero dizer de forma bem cristalina um pedido que aqui faço: cada pessoa que vota em Luiz Carlos Suíca 13031 deve votar também em Pelegrino 13. Quero ser vereador de Salvador para contribuir com a gestão de Pelegrino. Não vou abrir mão de criticar, fiscalizar, apresentar projetos de leis. Serei o vereador da gente que tem como princípio mudar Salvador, construir uma nova cidade onde todas e todos tenham orgulho de morar nesta querida e amada Salvador.

Nelson Pelegrino nunca escondeu ser católico, mas é um defensor do Estado Laico, ou seja, o Estado não deve se confundir com as religiões. Isso faz dele um interlocutor respeitado para todas as crenças, credos e religiões. Claro que também para os que não professam nenhuma religião. Será o que é hoje, um guerreiro contra a homofobia, contra a intolerância religiosa e governará para os que mais precisam.

Temos 39 dias para ganharmos as eleições. Vamos dar o nosso máximo para eleger Pelegrino 13 prefeito e Luiz Carlos Suíca 13031 vereador. Chegou a nossa vez. Queremos e vamos ser protagonistas na gestão municipal. Salvador finalmente terá a cara de povo, o jeito da gente. O meu voto é Pelegrino 13! Vamos juntos à vitória!

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Trabalho decente passa por saúde e segurança do trabalhador

O companheiro Edson Conceição Araújo, membro da direção do Sindilimp-BA e da Executiva da CUT-BA, tem realizado um excelente trabalho na área de saúde e segurança dos trabalhadores. Reproduzo aqui um texto de sua autoria sobre o tema. Creio ser um ponto de partida para um debate no meio sindical sobre o tema.

*Trabalho decente passa por saúde e segurança do trabalhador

*Edson Conceição Araújo - Direção Executiva da CUT-BA


A Central Única dos Trabalhadores traz uma discussão e uma reivindicação das mais sérias e necessárias que é a luta por trabalho decente. Aqui teremos diversas visões sobre a questão de salários melhores, condições dignas de trabalho e de vida etc. Queremos acrescentar a tudo que está sendo debatido a questão da saúde e segurança do trabalhador.

A CUT, desde a sua fundação, compreende a importância da luta pela saúde dos trabalhadores. Muito já foi feito nessa área, porém, quero marcar esta nossa gestão com este tema. Precisamos que cada sindicalista, cada entidade sindical, incorpore em suas atividades de reivindicações, a organização do trabalho, a política previdenciária, o aprimoramento dos serviços de saúde, a prevenção de acidentes, doenças e mortes causadas pelas condições dos ambientes de trabalho.

Claro que isso passa pela mobilização dos trabalhadores e por nossa capacidade de atuarmos com os demais setores para assegurarmos a aplicação, implementação e melhoria da legislação trabalhista. Buscando sempre, que o trabalhador e a sociedade despertem para o importante problema das precárias condições de trabalho no Brasil.

Afirmo desde já que a CUT-BA promoverá nesta gestão seminários, palestras, Semana da Saúde do Trabalhador e debates. Estaremos na linha de frente exigindo fiscalização de indústrias e empresas com más condições de trabalho, nas formações e treinamento de monitores de CIPA's e em muitas outras atividades destinadas a conscientizar o trabalhador sobre a importância de sua saúde. Com o desenvolvimento destas atividades.

Estamos diante de uma conjuntura favorável. Os partidos progressistas, em especial o PT (Partido dos Trabalhadores), são fundamentais para mudanças positivas no quadro político. A economia está em crescimento, porém, não podemos perder de vista o papel da CUT, como central sindical, em exigir ainda mais avanços.

Precisamos aprofundar nossa ação porque são visíveis os sinais que muito há por se mudar para que os trabalhadores sejam respeitados em seus direitos e deveres. Quer sindicalista não percebe em sua categoria o cansaço físico e mental, nervosismo e tensão relacionados ao modo de produção capitalista? Essa situação favorece a dependência de bebidas alcoólicas e os conflitos familiares, o que amplia os riscos de acidentes no trabalho.

As contaminações por produtos químicos e acidentes fatais passam a ser uma constante nas indústrias em face de introdução de novas técnicas para intensificação de produtividade. A automação gera suas vítimas, com ocorrências de LER. A CUT e o movimento sindical precisam estar atentos e atuantes a este novo quadro que vivemos.

A democracia avança, mas não podemos deixar de ver que a saúde pública ainda não é aquela que defendemos. Há descasos, tanto dos governos estaduais como federal. A dívida pública cresce e com ela os cortes nos gastos sociais, como saúde, educação e saneamento básico. Precisamos dizer não a isso em nossas ações. Temos companheiras e companheiros nos governos, porém, nosso compromisso maior é com a categoria e classe social que representamos.

Entendemos que as coisas destruídas por Collor, FHC e outros não se restaurarão de uma hora para outra. O Estado deixou de atuar em setores estratégicos e a ganância dos novos administradores resulta no sucateamento dos serviços prestados a população. Esse esvaziamento do papel do Estado repercute diretamente na área da Saúde do Trabalhador. As consequências podem ser medidas pelas filas dos postos de atendimento do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), na demora para agendamento de perícias médicas, altas antecipadas, aumento das subnotificaçoes dos acidentes e doenças do trabalho e falta de fiscalização nos locais de trabalho.

A CUT-BA estará atenta a tudo e vamos lutar pelas mudanças imediatas nesta questão assim como na defesa do meio ambiente, pois sem ela é impossível alcançar segurança e saúde para os trabalhadores.

O dia 27 de outubro de 2002 entrou para a história dos trabalhadores do Brasil. Nesta data, o torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva é eleito o 39º presidente do Brasil. Um sindicalista, um dos fundadores da CUT mostrou que podemos e vamos construir um novo Brasil.

Finalizo afirmando mais uma vez que esta gestão da CUT-BA levará como uma de suas questões prioritárias na defesa do trabalho decente a defesa da saúde, segurança e qualidade de vida da classe trabalhadora. Vamos juntos debater esta questão e construirmos uma política da CUT a ser incorporada e levada em cada entidade sindical. Só assim cumpriremos nosso papel como construtores de um Brasil verdadeiramente para todos e mostrar que País grande é país sem pobreza e sem trabalhadores desrespeitados em sua questão mais fundamental que é a saúde, a vida.

Muito obrigado pela oportunidade e estamos à disposição para os debates.

*Edson Conceição Araújo é sindicalista, membro da direção do Sindilimp-BA e da Executiva da CUT-BA onde ocupa a Secretaria de Saúde do Trabalhador.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Em defesa dos trabalhadores terceirizados! Esse é da gente: Luiz Carlos Suíca (13031)!

Tenho orgulho de ser membro da direção do Sindilimp-BA. Sem medo de errar posso afirmar que, conforme dados coletados pelas assessorias do sindicato, 99% dos casos em que o Sindicato aparece nos meios de comunicação dizem respeito a trabalhadores terceirizados que têm seus direitos desrespeitados e então o sindicato é acionado para impedir ataques ao que a categoria conquistou.

Não tivemos um único mês sem uma grande mobilização de combate ao calote patronal e a omissão dos contratantes, em especial os governos municipais, estadual e federal. Outra coisa também constatamos, nas mobilizações dos terceirizados por igualdade de tratamento não tivemos a presença de um vereador ou vereadora dando apoio a esta luta primordial que é o da garantia da legislação trabalhista.

Isso precisa mudar! Os trabalhadores terceirizados não podem continuar a serem discriminados, receber salários em atraso, ter sua vida pessoal desestruturada. "Gente é pra brilhar e não pra morrer de fome". Quando um trabalhador fica sem salário são cinco ou mais pessoas que passam necessidades junto com ele.

Quero ser seu vereador para dizer bem alto e claro na Câmara Municipal de Salvador que não admitiremos que a desumanidade e o desejo do lucro pelo lucro continue de forma tão sórdida e perversa.

Votando em Luiz Carlos Suíca (13031) você terá um vereador para exigir que o trabalhador terceirizado seja respeitado. Vamos fiscalizar a Prefeitura de Salvador e denuncia cada vez que a legislação trabalhista seja desrespeitada. Quem contrata empresas terceirizadas não deve preocupar-se apenas com aspectos civis da relação contratual e esquecer-se das implicações trabalhistas. Serei sua voz na Câmara Municipal.

Em bom português isso quer dizer que quem contrata as empresas terceirizadas não pode esquecer suas responsabilidades e obrigações legais e morais. Deve ter vergonha na cara, como diz nosso sábio povo.

Entre os meus projetos de lei exigirei que o trabalhador terceirizado receba na mesma data que o funcionário público municipal. Não tem sentido essa discriminação. Queremos o mesmo calendário de pagamento para todos de determinada repartição ou órgão municipal. Isso é possível. Basta apenas vontade política e ação administrativa séria e correta.

Continuamos com nosso lema de lutar para manter e ampliar os direitos conquistados com sacrifícios e esforços pelos trabalhadores, em especial os terceirizados.

Chega de discriminação e exploração contra os trabalhadores terceirizados!
Vote em Luiz Carlos Suíca (13031)!
Esse é da gente!